Habilidades que todo verdadeiro líder necessita (e que muitos poucos possuem)

Muitas vezes, me fazem a mesma pergunta (embora de formas diferentes): como reconhecer um verdadeiro líder?

Várias são as características de um líder e grande parte delas depende do meio no qual ele está inserido (o caldo da cultura da empresa). Porém, lendo um artigo de Tony Schwartz publicado em 15/10/10, encontrei os traços que distinguem um grande líder e, por isso, são raros.

O autor enumera 4 habilidades fundamentais. Leia-as e pense se você já conviveu com um verdadeiro líder.

1. Grandes líderes enxergam qualidades que não reconhecemos completamente em nós mesmos.

Líderes colocam fé nas pessoas que ainda não a tem. É o efeito Pigmalião: as expectativas (para o bem ou o mal) se autorrealizam. Emoções positivas e negativas resultam em mais emoções positivas e negativas. A confiança do líder transforma energias normalmente gastas em dúvidas e preocupações com nosso desempenho em impulsos para tornarmo-nos melhores, mais confiantes e mais satisfeitos conosco mesmos.

2. Ao invés de procurar extrair o máximo de nós, grandes líderes preferem entender e realizar nossos desejos e atender nossas necessidades, principalmente nos fornecendo uma visão de vida, que está além de nossos interesses imediatos ou dos deles.

Grandes líderes entendem que a maneira como as pessoas se sentem no trabalho tem uma profunda influência em seu desempenho.

Todos nós temos uma série de necessidades fundamentais na vida – físicas, emocionais, espirituais e mentais. Grandes líderes estão focados em que seus colaboradores atendam essas necessidades, o que os ajuda a trabalhar melhor e de maneira duradoura.

3. Grandes líderes gastam parte de seu tempo mostrando de maneira clara quais são os objetivos, e depois deixa seus colaboradores livres para determinar a melhor maneira de atingi-los.

Uma de nossas necessidades fundamentais é a autoexpressão. Uma das mais desmoralizantes e infantilizantes experiências no trabalho é o microcontrole do seu trabalho pelo chefe.

A função de um líder não é fazer o trabalho de seus liderados, mas transmitir-lhes energia, dando-lhes liberdade e combustível para despertar o que eles têm de melhor.

Parte de sua responsabilidade é definir do modo mais claro possível o que é esperado de nós – os produtos concretos que devemos entregar. Esse é um processo demorado e desafiador e a maioria dos líderes faz muito pouco disso. Quando eles fazem isso de maneira efetiva, o próximo passo deles é simplesmente sair do caminho e nos deixar trabalhar.

Isso requer a confiança de que os colaboradores vão descobrir por si mesmos qual é o melhor jeito de realizar seu trabalho e, mesmo que tomem caminhos errados e cometam erros, eles aprendem e ficam cada vez melhores.

4. Os melhores líderes – muito poucos – possuem o autoconhecimento, lidando com suas próprias contradições internas (vulnerabilidade junto com força, confiança equilibrada com a humildade)

Essa capacidade é poderosa, pois todos nós lutamos, consciente ou inconscientemente, com nossa autoestima. Todos nós estamos vulneráveis a acreditar que, algumas vezes, não somos bons o suficiente.

Grandes líderes não precisam achar que estão sempre certos certos, ou que são perfeitos, pois aprenderam a valorizar-se, mesmo com as limitações que eles reconhecem que possuem. Como consequência, eles aplicam esse mesmo espírito para sua equipe.

Quanto mais os líderes nos fazem sentir valorizados, mesmo com nossos defeitos, menos tempo e energia perdemos em discutir, defender e recuperar nossa autoestima e mais energia sobra para criamos valor

 

(Artigo retirado do blog cairegestaoempresarial.blogspot.com).

 

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